Pinhole no FIAR 3

Essas são algumas das fotografias pinholes realizadas durante as oficinas do FIAR 3. Bianca Portugal e Paula Damasceno se uniram formando uma só turma que ofereceu teoria e prática sobre fotografia e audiovisual durante 3 dias na Escola Municipal da Cachoeira, jovens estudantes tanto da escola quanto da Universidade reproduziram máquinas fotográficas em latas de leite em pó.

Na própria escola também foi montado um pequeno laboratório de revelação onde puderam revelar todas as fotografias.

Noções de imagem quadro a quadro também  foram percebidas utilizando técnica de desenho sobre película 16 mm e depois projetado em um equipamento específico para essa bitola.

Com uma super produção da cineasta Ohana Almeida, os jovens passearam por Cachoeira em busca dos cenários ideais para a experimentação visual.

Mais de 30 fotografias pinholes foram  produzidas e reveladas.

FIAR também é imagem!

Crédito das fotos:

Caique da S. de Jesus
 Eva Carolina das Chagas
Janaina das Chagas
 Charles Marx Silva Nascimento dos Santos
 Brendo Nascimento dos Santos Sousa
Augusto José da C. Neto
Vinícius da Conceiçao Santos
Thiago Maia
Alace Vaccarezza
Tatiele de Souza Silva
Darlan do Ouro Costa

Retrospectiva – Oficinas – Intervenções – Fela Day.FIAR

Do Blog de RICARDO BRAZILEIRO :

samba chip – experimentações espontâneas

Posted by rbrazileiro on 29 de outubro de 2010 – 19:19

mais uma vez, como foi importante ir em Cachoeira-BA e criar esses momentos de experimentações livres com pessoas totalmente abertas para novos diálogos e vivências.

a sonoridade em questão não era o ponto fundamental, mas a situação de lapidar um som feito por aparatos simples e de processo manual, sem intermediação no processo de criação e de composição.

a música é livre, o ato de criar também.

é muito importante sentir que em grupos como a Filarmônica Lira Ceciliana, o ato de experimentar e intervir em novas descobertas poéticas é um processo tão natural quanto ler uma nova partitura e se viciar no som do seu instrumento favorito. as crianças descobrem que aquela protoboard é uma pauta, que cada chip pode simbolizar um instrumento ou um ritmo, que o ato de pesquisar e prototipar um fluxo de energia é o ato de compor.

a contemporaneidade dessas coisas todas é esse desprendimento do fazer sem se preocupar em ocupar um sítio-estético para classificar tal experimentação. a arte, a música, a tecnologia (viva, livre, faça-você-mesmo) trazem motivações de buscar essas possibilidades de criar poéticas em ambientes duros e sem expressividades mas com vontade de se amolecer e se entregar, como esse samba chip.

linguagens e poéticas sonoras contemporâneas,

fiar – festival de intervenção artística do recôncavo

cachoeira – bahia