FIAR 3 – Performance – Mucambo Nuspano

A performance Mucambo Nuspano enriqueceu a programação do festival e envolveu a comunidade de cachoeira numa ação que propôs interações entre os campos da moda, identidade e graffiti. As artes Visuais tomaram conta das cidades de Cachoeira e São Félix e o resultado disso vc acompanha aqui no blog FIAR 3.

As imagens desse vídeo foram geradas por Dom Lobo (Ednaldo Pereira), com edição de José Balbino.

FIAR#3!!!!
rumo ao FIAR#4!

obrigado a todos e todas!

FIAR 3 – Performance – Ainda o mar

joao de moraes
O FIAR 3 recebe poeta João Vanderlei de Moraes Filho

Após sessão de Bate-Papo que discute As redes colaborativas de arte, com inicio às 16h do dia 29 de fevereiro, no Centro Cultural Dannemann, na cidade de São Félix – BA, para deleite do público do FIAR 3 o poeta João Vanderlei de Moraes Filho lançará seu quinto poemário: Uno – Tríade para encantamentos. O poemário não é um livro, neste caso; mas uma intervenção poética batizada pelo escritor colombiano Gustavo Tatis de Ainda o mar, que será lançado às 18h encerrando a programação do dia com poesia e encantamento. Embora já tenha sido lançado na Argentina e na Colômbia, a leitura de Uno – Ainda o mar ocorrerá pela primeira vez no Brasil, e não é por acaso que isto acontecerá na margem direita do rio Paraguaçu.

Nas palavras do entusiasta poeta, percebemos a profundidade deste rico trabalho e revelamos para vocês no FIAR 3 – Encontro de Redes de Artes Visuais no Recôncavo Baiano o Ainda o mar:

“Foi numa manhã clara e de poucas nuvens, vento parado e folhas silenciosas, a floresta apresentou ao Caçador uma ave. O Caçador
acostumado a seguir seguro na terra e no barro, se viu frente ao mar pela primeira vez guiado por um Pássaro. Ele, o pássaro, dizia ser o
Sinal de Terra N’Água. Certo dia o Pássaro foi engaiolado e jogado ao mar. Os Mestres escutaram o canto daquele passarinho, perceberam a despedida celebrada da ave. Pela naturalidade como acionava o segredo de voar ao fundo do mar e de lá, à mais alta altitude a ave recebeu o sinal: o direito de untar a água profunda com a terra e com a floresta.

A magia que permitiu o caminhar profundo no mar foi revelada ao Caçador, nesse dia, de vento forte, mar relampejado, ele foi com o
Pássaro Real à Terra D’Água, nas extremidades visíveis do Aiye. O Caçador regressou sem a ave, e tornou-se Odé Omin’Ìnlé, nome que o
Pássaro Real recebeu quando rompeu os elementais Terra e Água.

Recebi essa história numa manhã inesquecível, quando nas pedras banhadas de areia de Praia de Jardim de Alah, em Salvador, encontrei
uma garrafinha, de onde retirei essa memória. Na verdade, tratava-se de UNO – Tríade para Encantamentos: proposta alquímica de lançar-se ao horizonte. De permitir que a maestria necessária para cada vôo, cada mergulho, cada passo, fosse celebrada como Verbo. Poesia. Sentido que rompe fronteiras… E as páginas de livros, verdadeiros universos entre duas capas. São esses universos que são compartilhados aqui…

Em agosto de 2011, convidei alguns os amigos: Alexandre Gusmão, Cândida de Andrade Moraes, Juan Brizuela, Fernanda Silva, Marília
Palmeira, Beatriz Moraes, João de Moraes Neto e Luisa Mahin para um almoço e apresentei o poemário Uno. Durante o almoço pedi a cada um
deles que escrevessem, desenhassem, pintassem, gravassem em um papel reciclado um “traço”, e o lançasse numa garrafa. Essa garrafa seria
levada aos que estivessem presentes no Recital Ainda o Mar, em Buenos Aires, que aconteceria no dia 27 daquele agosto.

Os traços e o “Recado Artístico” resultantes daquele almoço chegaram ao destino e lá, no mesmo Ato, os presentes foram convidados a
registrar seus traços e o “Recado Artístico” para que fossem apresentados no Ainda o Mar seguinte, especificamente na Colômbia, na
cidade de Cereté. Com o recital modela-se a intervenção Ainda o mar… na verdade caminho estético utilizado para lançar o poemário Uno –
Tríade para Encantamentos, meu quinto feixe de poemas, e segundo lançado em espaços hispano-americanos: o primeiro foi Portuário, na
Colômbia. Uno reúne poemas dispersos em três seções com sete poemas totalizando vinte e um, fragmentados em vinte e uma garrafas de vidro
com 15cm. Essas garrafas são lançadas nos presentes que assistem ao recital Ainda o mar….

As garrafinhas carregam os poemas e um pouco das pessoas que participaram e participam do recital e assim “Publica-se” o poemário
que não é livro, é UNO.

As impressões engarrafadas saíram da Argentina para Colômbia, da Colômbia para o Brasil trans-portadas por mim. Na Colômbia o recital
de Tríade para Encantamentos aconteceu na Fundação Cultural Poeta Raul Gomez Jatin, na Argentina, ocorreu no CUCA-UNTREF com a poesia comum a essas celebrações. E o mesmo que se repetiu em Caseros, Buenos Aires, resurgiu em Cereté. E de Cereté UNO e o “Recado Artístico” chegará à Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, e depois a Matarandiba, na Ilha de Vera Cruz, Bahia de Todos os Santos.

Sejam bem vindos a acompanhar essa historia além mar…”

Rádio Interofônica se junta ao Fiar para mapear artes visuais em Cachoeira


Mais um projeto se associa ao encontro das redes de artes visuais do
Fiar 3, a Rádio Interofônica. Durante o Fiar 3, acontece a primeira
parte do projeto, a  oficina “Descartografias visuais, sonoras e
audiovisuais”, em Cachoeira. O projeto pretende realizar um mapeamento
das artes visuais na cidade. Na oficina, serão feitas práticas de
conhecimentos básicos para produção multimídia utilizando aparelhos
domésticos, como telefones celulares e câmeras fotográficas, para
registrar as referências artísticas em áudio, vídeo e texto. A segunda
parte do projeto será a coleta de informações para o mapeamento, a
partir das rotas definidas coletivamente. Segundo um dos
coordenadores, Ronaldo Eli, a proposta “é exercitar uma cartografia
afetiva”, com a participação de todos na seleção de espaços
percorridos pelos artistas na cidade, pontos de encontro e
“inspiração”. Ainda durante do Fiar 3, Rádio Interofônica e Rádio
Amnésia participam da cobertura colaborativa do evento, com
transmissões ao vivo e pela web.
Novidades sonoras e audiovisuais em http://radiointerofonica.wordpress.com/

FIAR 3 – Encontro de Redes de Artes Visuais

Conforme prometido, os contatos.

O FIAR 3 que irá ocorrer em 2012 terá os seguintes artistas, coletivos e redes:

Rosa Apablaza – Desislaciones – Chile


WG e Gilsão – MucambuNuspano – Piauí 


GIA – BA


Felipe Brait – Frente Três de fevereiro – SP


Ricardo Brazileiro – PE  


José balbino- BA 


Patrícia Francisco – RS 

Coletivo Rádio Amnésia 

Surto Coletivo – Cachoeira –  BA

Opavivará  –  Rio de Janeiro

Retrospectiva – Oficinas – Intervenções – Fela Day.FIAR

Do Blog de RICARDO BRAZILEIRO :

samba chip – experimentações espontâneas

Posted by rbrazileiro on 29 de outubro de 2010 – 19:19

mais uma vez, como foi importante ir em Cachoeira-BA e criar esses momentos de experimentações livres com pessoas totalmente abertas para novos diálogos e vivências.

a sonoridade em questão não era o ponto fundamental, mas a situação de lapidar um som feito por aparatos simples e de processo manual, sem intermediação no processo de criação e de composição.

a música é livre, o ato de criar também.

é muito importante sentir que em grupos como a Filarmônica Lira Ceciliana, o ato de experimentar e intervir em novas descobertas poéticas é um processo tão natural quanto ler uma nova partitura e se viciar no som do seu instrumento favorito. as crianças descobrem que aquela protoboard é uma pauta, que cada chip pode simbolizar um instrumento ou um ritmo, que o ato de pesquisar e prototipar um fluxo de energia é o ato de compor.

a contemporaneidade dessas coisas todas é esse desprendimento do fazer sem se preocupar em ocupar um sítio-estético para classificar tal experimentação. a arte, a música, a tecnologia (viva, livre, faça-você-mesmo) trazem motivações de buscar essas possibilidades de criar poéticas em ambientes duros e sem expressividades mas com vontade de se amolecer e se entregar, como esse samba chip.

linguagens e poéticas sonoras contemporâneas,

fiar – festival de intervenção artística do recôncavo

cachoeira – bahia

Contagem Regressiva

A cidade de Cachoeira e região do entorno é palco de movimentos culturais fortíssimos desde a década de 1970, e a partir desse histórico positivo para a produção cultural brasileira o FIAR colabora com a experimentação de linguagens anexando aos pólos locais de produção cultural (Terreiros, Pontos de Cultura, Filarmônicas, galerias poéticas, sebos, praças, Universidades…) atividades integradas de apreciação e formação técnica para a produção audiovisual artística.

Em um mês, 7 projetos artísticos envolvendo linguagens artísticas diversas como a performance, as intervenções urbanas, a arte eletrônica e o graffiti serão realizados nas cidades de Cachoeira e São Félix no recôncavo baiano. A proposta do encontro é FIAR uma rede artística e audiovisual nacional, que nos espaços urbanos do Recôncavo, conecte-se com o público.

Conheça toda a programação visitando o blog.