FIAR 3 – Performance – Mucambo Nuspano

A performance Mucambo Nuspano enriqueceu a programação do festival e envolveu a comunidade de cachoeira numa ação que propôs interações entre os campos da moda, identidade e graffiti. As artes Visuais tomaram conta das cidades de Cachoeira e São Félix e o resultado disso vc acompanha aqui no blog FIAR 3.

As imagens desse vídeo foram geradas por Dom Lobo (Ednaldo Pereira), com edição de José Balbino.

FIAR#3!!!!
rumo ao FIAR#4!

obrigado a todos e todas!

Me dê motivos: Residência Opavivará + GIA durante o FIAR 3

Nunca faltou motivo para que os coletivos Carioca e Baiano, Opavivará e GIA respectivamente, se juntassem em 12 dias de convívio, proposições e ações!

Em um pós verão de um ano apocalíptico, pós pinheirinho e desmoronamento na cinelândia, em véspera de conflito no Quilombo do Rio dos Macacos… Opagiará ocupa um Paraguaçu completamente esvaziado… Sim, em uma tarde ensolarada, sobre um Paraguaçu assoreado, embarcamos no Raio de Sol II em 30 pessoas, entre elas 2 crianças de um ano que se comportaram melhor do que os adultos. As imagens que presenciamos eram paradisíacas, mas sempre lembrando que nada é um paraíso, logo nos deparamos com uma draga, que de acordo com a wikipedia “sua função mais comum é a de aprofundar portos e vias navegáveis removendo parte do fundo do mar ou do leito dos rios e canais.” Bem triste ver que ali também são sugadas diversas vidas marinhas, peixes, caranguejos e siris. Sobretudo o sol estancava a visão e continuamos embriagados e eufóricos com o samba dos bichinhos infláveis do Opa, que teimavam em se desgarrar da embarcadação, e a solução encontrada foi, embarcá-los junto com toda a tripulação. Resultado: escuna abarrotada. Mas como estava tudo um colorido só, continuamos a viagem com toda euforia, bem experimentada por Michelle Matiuzzi, a “cereja do bolo” deste FIAR. Uma performer negra, toda trabalhada com um figurino Tina Tunner. Ficamos tod@s estupefatos, não só porque amamos a linda Tina Tunner, mas porque Michelle é perfeitamente original  e foi por isso que a elegemos musa do Flutuador. Ainda me resta a pergunta: De onde veio essa mulher?

Indo em frente, após uma hora de viagem, ficamos enganchados em uma rede de pesca, e nosso comandante Zezinho teve um trabalhão para solucionar, à deriva, seguimos nossos diálogos sobre tatuís e mariscadas, pois alguém não está engolindo muito bem os sapos, principalmente aqueles que não associam relaxe como registro expandido.

Depois que Zezinho mergulhou para nos salvar, conseguimos seguir adiante, apesar de não enchergarmos quaquer pescador em mais de uma hora. Dadau em seguida aponta ao “careca” uma espécie de escorregador gigante que começa no topo de um morro e segue até a margem do rio, trata-se de um duto da empresa brasileira de petróleo que para instalar esse duto ( não me lembro se leva óleo ou gás) destruiu várias nascentes e retirou algumas famílias ribeirinhas, que agora tentam viver da agricutura familiar, com muita dificuldade. Essa careca realmente é assutadora! Mas não mais assustadora do que a ilha da fantasia, não sei se alguém fotografou, mas a ilha da fantasia tem até uma quadra esportiva sobre o rio!!! Não consegui avistar qualquer alma ali, se é que é uma ilha para quem tem alma.

E por fim depois do pulo ao mar no Iguape, não dava pra judiar de 2 crianças   e dois mestres do samba que naquela altura estavam sem os seus “remédios” tomados a casa 1/2 hora? Tive a impressão que era de 10 em 10 minutos, não é mestre Paraqueda? A maior satisfação foi tê-los conosco esses dias. E por isso, paramos para nos deliciar com a legítima mariscada do Recôncavo, mais precisamente a de Coqueiros.

Ficando para a Tarde os momentos mais lindos dessa trajetória, o encontro entre o Flutuador, os bichinhos, o Opavivará e o GIA. Não precisa nem falar, é só ver as fotos.

Tudo isso começa no Recôncavo Baiano, onde o regionalismo se dilui e tod@s se tornam um só corpo, na borda, continua em Salvador até o dia 12 de março.

Haverá guerra ainda?

Veja a continuação da residência no BLOG MEDEMOTIVOSOPAGIA

A musa do Flutuador Michelle Matiuzzi , A surpresa do FIAR 3 !

O Flutuador e os Bichinhos!

FIAR 3 – Performance – Ainda o mar

joao de moraes
O FIAR 3 recebe poeta João Vanderlei de Moraes Filho

Após sessão de Bate-Papo que discute As redes colaborativas de arte, com inicio às 16h do dia 29 de fevereiro, no Centro Cultural Dannemann, na cidade de São Félix – BA, para deleite do público do FIAR 3 o poeta João Vanderlei de Moraes Filho lançará seu quinto poemário: Uno – Tríade para encantamentos. O poemário não é um livro, neste caso; mas uma intervenção poética batizada pelo escritor colombiano Gustavo Tatis de Ainda o mar, que será lançado às 18h encerrando a programação do dia com poesia e encantamento. Embora já tenha sido lançado na Argentina e na Colômbia, a leitura de Uno – Ainda o mar ocorrerá pela primeira vez no Brasil, e não é por acaso que isto acontecerá na margem direita do rio Paraguaçu.

Nas palavras do entusiasta poeta, percebemos a profundidade deste rico trabalho e revelamos para vocês no FIAR 3 – Encontro de Redes de Artes Visuais no Recôncavo Baiano o Ainda o mar:

“Foi numa manhã clara e de poucas nuvens, vento parado e folhas silenciosas, a floresta apresentou ao Caçador uma ave. O Caçador
acostumado a seguir seguro na terra e no barro, se viu frente ao mar pela primeira vez guiado por um Pássaro. Ele, o pássaro, dizia ser o
Sinal de Terra N’Água. Certo dia o Pássaro foi engaiolado e jogado ao mar. Os Mestres escutaram o canto daquele passarinho, perceberam a despedida celebrada da ave. Pela naturalidade como acionava o segredo de voar ao fundo do mar e de lá, à mais alta altitude a ave recebeu o sinal: o direito de untar a água profunda com a terra e com a floresta.

A magia que permitiu o caminhar profundo no mar foi revelada ao Caçador, nesse dia, de vento forte, mar relampejado, ele foi com o
Pássaro Real à Terra D’Água, nas extremidades visíveis do Aiye. O Caçador regressou sem a ave, e tornou-se Odé Omin’Ìnlé, nome que o
Pássaro Real recebeu quando rompeu os elementais Terra e Água.

Recebi essa história numa manhã inesquecível, quando nas pedras banhadas de areia de Praia de Jardim de Alah, em Salvador, encontrei
uma garrafinha, de onde retirei essa memória. Na verdade, tratava-se de UNO – Tríade para Encantamentos: proposta alquímica de lançar-se ao horizonte. De permitir que a maestria necessária para cada vôo, cada mergulho, cada passo, fosse celebrada como Verbo. Poesia. Sentido que rompe fronteiras… E as páginas de livros, verdadeiros universos entre duas capas. São esses universos que são compartilhados aqui…

Em agosto de 2011, convidei alguns os amigos: Alexandre Gusmão, Cândida de Andrade Moraes, Juan Brizuela, Fernanda Silva, Marília
Palmeira, Beatriz Moraes, João de Moraes Neto e Luisa Mahin para um almoço e apresentei o poemário Uno. Durante o almoço pedi a cada um
deles que escrevessem, desenhassem, pintassem, gravassem em um papel reciclado um “traço”, e o lançasse numa garrafa. Essa garrafa seria
levada aos que estivessem presentes no Recital Ainda o Mar, em Buenos Aires, que aconteceria no dia 27 daquele agosto.

Os traços e o “Recado Artístico” resultantes daquele almoço chegaram ao destino e lá, no mesmo Ato, os presentes foram convidados a
registrar seus traços e o “Recado Artístico” para que fossem apresentados no Ainda o Mar seguinte, especificamente na Colômbia, na
cidade de Cereté. Com o recital modela-se a intervenção Ainda o mar… na verdade caminho estético utilizado para lançar o poemário Uno –
Tríade para Encantamentos, meu quinto feixe de poemas, e segundo lançado em espaços hispano-americanos: o primeiro foi Portuário, na
Colômbia. Uno reúne poemas dispersos em três seções com sete poemas totalizando vinte e um, fragmentados em vinte e uma garrafas de vidro
com 15cm. Essas garrafas são lançadas nos presentes que assistem ao recital Ainda o mar….

As garrafinhas carregam os poemas e um pouco das pessoas que participaram e participam do recital e assim “Publica-se” o poemário
que não é livro, é UNO.

As impressões engarrafadas saíram da Argentina para Colômbia, da Colômbia para o Brasil trans-portadas por mim. Na Colômbia o recital
de Tríade para Encantamentos aconteceu na Fundação Cultural Poeta Raul Gomez Jatin, na Argentina, ocorreu no CUCA-UNTREF com a poesia comum a essas celebrações. E o mesmo que se repetiu em Caseros, Buenos Aires, resurgiu em Cereté. E de Cereté UNO e o “Recado Artístico” chegará à Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, e depois a Matarandiba, na Ilha de Vera Cruz, Bahia de Todos os Santos.

Sejam bem vindos a acompanhar essa historia além mar…”

Ônibus grátis do FIAR leva público de Salvador para SambaGIA no Recôncavo

Intervenção artística expandida em música e diversão? Samba fuleiro que se faz no jogo da alegria? Ou simplesmente arte ligada à vida? De Salvador para Cachoeira, o SambaGIA, samba, festa, humor e ironia serão entoados pelo Grupo de Interferência Ambiental, coletivo GIA (BA), na feira livre de Cachoeira, dia 3 março. Essa é a última atividade do FIAR 3 – Festival de Intervenções Artísticas do Recôncavo, que acontece nas cidades de Cachoeira e São Félix a partir do dia 29 deste mês.

Um ônibus gratuito vai levar cerca de 30 pessoas de Salvador para Cachoeira. A concentração começa às 9 horas, no Campo Grande, e a saída é às 10 horas, porque o samba na feira começa meio-dia e conta com a participação de outros músicos, como o mestre Paraquedas e o sambista Paulo Romeu, expoentes da matriz afro-brasileira no Rio Grande do Sul. O transporte leva e traz as pessoas no mesmo dia. “Um dos principais objetivos do grupo é a utilização de meios que possibilitem atingir uma margem cada vez maior de pessoas, tomando de assalto o espaço público”, define o GIA. O grupo é formado por artistas visuais, designers, arte-educadores e músicos que têm em comum, além da amizade, uma admiração pelas linguagens artísticas contemporâneas e sua pluralidade, mais especificamente àquelas relacionadas à arte e ao espaço público.

Além do SambaGIA, o coletivo está com residências artísticas em curso, apoiadas pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), e com obra exposta no Itaú Cultural (SP) até 22 de abril. Eles integram a mostra Convite à Viagem – Rumos Artes Visuais 2011/2013, um panorama recente das artes visuais no Brasil. No FIAR 3 o GIA faz também a montagem do Flutuador, no Rio Paraguaçu, e outras ações artísticas.

INFELIZMENTE ACABARAM AS VAGAS NO ÔNIBUS QUE SAIRÁ DE SALVADOR NO  DIA 3 DE MARÇO RUMO À CACHOEIRA PARA O SAMBA GIA!!!!  A CONFIRMAÇÃO DA LISTA OCORRERÁ NO DIA 28 DE FEVEREIRO DE 2012 AQUI NO BLOG.

TENTE UMA CARONA SOLIDÁRIA, CHAME OS AMIGOS E VENHA COMPARTILHAR DO SAMBAGIA!

FIAR 3 – Performance – Mucambo Nuspano!

Um dos melhores grafiteiros do Realismo em atividade no Brasil, WG, junto com seu parceiro Gilsão criaram a Mucambo Nuspano, uma grife preta que surgiu da moda de rua e hoje ultrapassa conceitos de criação de moda. No FIAR 3 eles apresentam uma performance que integra fotografia, grafitti e o olhar das pessoas de Cachoeira. Em plena feira. Dia 29 de fevereiro, quarta-feira, aprecie!

Mucambo Nuspano
Quarta, 29FEV2012
Feira de Cachoeira.