O limite da arte contemporânea, as partes tradicionalmente envolvidas, o público, a cena, a cena sônica, o espaço. Diálogos e ações questionaram tudo isso durante a primeira etapa do FIAR. A integração das artes e a amizade entre os participantes foram os principais movimentos, dias de reflexão, prática e construção colaborativa.
Durante a primeira etapa do FIAR foram apresentados trabalhos dos artistas: Tininha Llanos (BA), PeaceTU (BA) e dos grupos Poro (MG) e GIA (BA). Os primeiros a chegar foram Tininha e PeaceTU, que logo começaram a reconhecer espaços para a criação de sua arte. O desafio proposto pelo Festival era a construção integrada ao espaço e à outras pessoas também, propondo a interferência em espaços públicos da cidade de Cachoeira, BA, com obras-performances que contassem com o máximo de pessoas envolvidas, em todas as fases.

E foi assim que se deu o desenvolvimento das peças. PeaceTU apresentou uma escultura-graffiti, GaloTU, ou galinho como foi carinhosamente chamado por todos. As fases de pintura e marcenaria envolveram muitas pessoas, e isso foi algo que encantou a todxs que acompanharam. Na medida em que o GaloTU surgiu cresceu também o espírito da criação artística coletiva. A pintura foi em praça pública, com a proposta de intervir no cotidiano local, relacionando a escultura ao espírito heróico da cidade e daquele espaço, a rua 25 de Junho, data magna para o povo de Cachoeira.


O grupo Gia, com irreverência e bom humor apresentou seu mais novo trabalho, a Caixa Xô. Um artefato paramentado para produzir um verdadeiro show multimídia, e o conteúdo do espetáculo é o SambaGIA e a aprentação visual de outros trabalhos do grupo. Para completar, foi o Caramujo do GIA que abrigou a todxs os que apreciavam a caixa, questionamento do grupo sobre habitação e arquitetura, necessidade e expressão artística da humanidade.

No próximo post os trabalhos de Tininha Llanos e Grupo Poro.